As hemorroidas são veias normais que existem no canal anal e que contribuem para a continência anal.
Podem desenvolver-se dentro do ânus (hemorroidas internas) ou na pele e à volta do mesmo (hemorroidas externas), podendo coexistir as duas variedades.
Por vezes, à volta do ânus, desenvolvem-se umas pregas de pele, moles e indolores, são chamadas mariscas hemorroidárias e são diferentes de hemorroidas .
As hemorroidas são estruturas normais, mas às vezes podem aumentar de tamanho e inflamarem-se , causando sintomas – falamos então em doença hemorroidária.
É uma doença muito frequente na população adulta, e que mais vezes leva o doente a uma consulta de proctologia.
É comum em ambos os sexos, prevendo-se que mais de metade da população possa desenvolver hemorroidas depois dos 30 anos de idade, surgindo habitualmente na terceira década da vida e atingindo um pico entre os 45 e 65 anos.
As hemorroidas podem desenvolver-se em situações em que existe um aumento da pressão a nível do reto inferior:
Presença de sangue vermelho vivo no papel higiénico, nas fezes, na sanita e até mesmo na roupa interior.
Pode ocorrer durante ou após a evacuação.
Está geralmente associado a hemorroidas externas, e deve-se à escorrência anal que provoca.
Deve-se á formação súbita de um coágulo dentro da hemorroida , que sob tensão, pode mesmo ser eliminado e ser causa de hemorragia ,obrigando o doente a ir a uma consulta de urgência.
As hemorroidas com o tempo têm tendência para se exteriorizarem sendo este um processo lento e gradual, que está na base da sua classificação:
O diagnóstico da doença hemorroidária baseia-se numa história clínica cuidada e na realização de um exame proctológico completo.
Em casos especiais poderá ser necessário recorrer a outros exames, como a colonoscopia, para despiste de lesões coloretais, exames de imagiologia ,ou estudos funcionais.
A doença hemorroidária só necessita de tratamento se apresentar sintomas.
O tratamento depende da gravidade da situação, podendo ser médico, instrumental ou cirúrgico.
Tem como principal objetivo o alívio inicial dos sintomas.
Medicação local – pomadas ou supositórios contendo corticoides ou anestésicos podem aliviar a dor e inflamação, e não devem ser usados por um período superior a 7 dias, podendo causar irritação.
Medicação geral – medicamentos flavonoides são protetores vasculares que normalizam e reforçam a permeabilidade e a resistência capilar na microcirculação.
A técnica mais usada é a Ligadura elástica
Esta técnica consiste na introdução de um anel elástico na base da hemorroida , acima da linha pectínea , de modo a produzir um estrangulamento com consequente necrose da hemorroida. Forma-se assim uma pequena úlcera, localmente, cuja cicatrização conduz à fixação da mucosa aos planos profundos .
A aplicação do anel elastico é feita com um aparelho especial que se introduz através do anuscópio.
A cirurgia das hemorroidas deve ser realizada por cirurgiões experientes e sempre em meio hospitalar.
Dependendo dos casos, os doentes poderão ser operados em regime de internamento 24h ou em ambulatório, tendo alta no mesmo dia.
De todos os doentes que sofrem de hemorroidas apenas 10% a 15% necessitam de ser operados.
As principais indicações para a cirurgia são:
Existem hoje técnicas cirúrgicas modernas e eficazes que proporcionam menos dor e desconforto no pós-operatório, com uma recuperação mais rápida.
As técnicas mais utilizadas são:
Consiste na remoção cirúrgica das hemorroidas “doentes”, sendo a técnica mais utilizada e com resultados eficazes e permanentes, uma vez que elimina as hemorroidas definitivamente.
Quando bem realizada as complicações são raras .
As técnicas mais praticadas são as de Milligan Morgan e Ferguson, consoante as feridas são deixadas abertas ou encerradas .
Existem actualmente técnicas menos invasivas para a realização da hemorroidetomia que levam a menor dor e desconforto no pós-operatório.
Consiste na redução do prolapso hemorroidário através da utilização dum agrafador circular.
Está indicada principalmente para prolapso mucoso circular grau 2.
Deve ser apenas realizada por cirurgiões experientes de modo a evitar possíveis complicações como estenose .
Como não há remoção das hemorroidas , podem aparecer recidivas.
Consiste na aplicação de um feixe de laser diodo dentro da hemorroída, que vai levar a uma coagulação do tecido vascular e consequente diminuição do tamanho da hemorroida.
Sendo uma técnica pouco invasiva está sujeita a uma maior taxa de recidiva.
Está indicada principalmente para hemorroidas grau 2 .
Consiste na laqueação dos vasos hemorroidários ,com ajuda de ultrassons (doppler) , associada a uma pexia ou fixação da mucosa, em caso de prolapso.
É talvez a a técnica menos utilizada devido aos seus resultados.
A técnica cirúrgica a utilizar depende do tipo e gravidade das hemorroidas.
A decisão final será sempre do cirurgião, após correta observação e avaliação do doente.
Informe-se sempre com cirurgiões experientes e em centros de referência.
O Dr António Araújo Teixeira é reconhecido pelos Colegas por ter a maior experiência cirúrgica no tratamento de hemorroidas, fissuras e fístulas anais .
No dia seguinte à cirurgia, a alta será dada pelo seu cirurgião, Dr. António Araújo Teixeira, que lhe dará todas as informações importantes sobre os cuidados a ter no pós operatório, assim como o seu numero pessoal de telemóvel, (966022925) , para que o possa contactar em caso de necessidade.